ARTIGO - Assédio eleitoral é risco de integridade: Agenda municipal para 2026
O ODSS/UFERSA e o MPTRN organizaram relatório técnico e modelos normativos adaptáveis para municípios enfrentarem o assédio eleitoral.
Afonso de Paula Pinheiro Rocha, Gleydson Gadelha, Rafael Lamera Giesta Cabral, Lizziane Queiroz e Ulisses Reis*
Publicado originalmente no Portal Migalhas, na última quinta-feira (23)
As eleições gerais de 2026 não colocam cargos municipais em disputa. Isso poderia sugerir que prefeituras e câmaras estão fora do problema do assédio eleitoral. A tese que sustentamos no Observatório dos Direitos Sociais do Semiárido (ODSS/UFERSA) é a oposta: Mesmo sem cargos locais no pleito, a máquina administrativa municipal permanece como vetor relevante de risco, uma vez que gestores podem converter pessoal, contratos e equipamentos públicos em instrumentos de pressão sobre o voto de servidores, estagiários e terceirizados, geralmente em favor de candidaturas estaduais e Federais alinhadas aos seus grupos políticos.



