MPT-RN propõe percentuais para manutenção de atividades essenciais em greve de motoristas de transporte de cargas, que começa nesta segunda-feira (25)
Pelo menos 40% dos caminhoneiros das empresas atuarão na locomoção de combustíveis; logística de medicamentos, oxigênio e animais vivos não será afetada
Natal (RN), 22/05/2026 – O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) participou, nessa quinta-feira (21), de audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) para definição de algumas regras para a realização da greve dos motoristas de transporte de cargas, programada para iniciar na próxima segunda-feira (25), já que representantes dos caminhoneiros e das empresas de logística não chegaram a um acordo para evitar a paralisação das atividades laborais. Estiveram presentes os representantes do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (Setcern) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern).
Assim, o MPT propôs alguns percentuais para manutenção das atividades essenciais. O TRT-RN determinou que pelo menos 40% dos trabalhadores deverão manter os serviços, como o transporte de combustíveis. A logística para medicamentos, oxigênio, insumos hospitalares e animais vivos permanece sem alteração, com o funcionamento de 100% da frota.
O procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha, comentou o resultado da audiência de dissídio coletivo: "Apesar de ainda não haver uma solução para o impasse entre o sindicato dos empregadores e o sindicato dos trabalhadores, a fixação de regras garante que os impactos para a sociedade sejam minimizados, com a continuidade da prestação dos serviços, mesmo que de forma limitada durante a greve, que é um direito legal da categoria".
Reajuste
Inicialmente os empresários propuseram um aumento de 4,11% e os trabalhadores, 16%. Após as negociações, os caminhoneiros aceitaram um reajuste sugerido de 7%, sem prejuízo de discussão em uma outra oportunidade de todas as demais cláusulas coletivas. Entretanto, os representantes das empresas informaram que somente irão avaliar o novo percentual apresentado em um prazo médio de 20 dias, considerando o prazo necessário para mobilizar as empresas de transportes de cargas em assembleia.
Diante disso, o sindicato profissional confirmou que está mantida a deflagração da greve na próxima segunda-feira (25).
*Com informações da Comunicação TRT-21
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