Com participação do MPT-RN, audiência pública discute impactos da escala 6x1 e jornada de trabalho no RN
Debate discutiu impactos da jornada e reuniu representantes do trabalho, setor produtivo e poder público
Natal (RN), 29/04/2026 - A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) discutiu, na tarde desta segunda-feira (27), a proposta pelo fim da escala de trabalho 6x1 em audiência pública. O debate, proposto pela deputada Divaneide Basílio, contou com a participação do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no RN (MPT-RN), Gleydson Gadelha, além de membros da bancada federal, representantes do Governo do Estado, sindicatos e movimentos estudantis.
Em sua participação, Gleydson defendeu a migração para uma jornada de 40 horas semanais concentradas em cinco dias. Segundo o procurador, o modelo atual é exaustivo e atinge de forma desproporcional as camadas mais vulneráveis da população. “Para discutir jornada, primeiro temos que notar que as pessoas mais atingidas por elevadas jornadas são as pessoas mais desprotegidas, a exemplo dos negros e dos trabalhadores do setor de serviços”, destacou.
O procurador também argumentou que a racionalização da jornada é necessária tanto para a saúde do trabalhador quanto para a própria longevidade das empresas, que enfrentam dificuldades de retenção de pessoal. “O modelo de exploração do trabalho é insustentável. Então, para que tenhamos empresas funcionando e para preservar as pessoas, a gente precisa racionalizar o atual modelo de jornada”, concluiu.
A deputada Divaneide Basílio, proponente da audiência, destacou a importância do debate sobre o fim da escala 6x1 e afirmou: “Defender o fim da escala 6x1 é defender a família, a saúde mental e o direito ao descanso. Não estamos falando de privilégio, mas de humanidade e de condições dignas de trabalho”.
Ao final da audiência, foram definidos dois encaminhamentos centrais. O primeiro consiste no envio de um ofício à Diretoria de Comunicação da ALRN, solicitando a produção e veiculação de materiais informativos sobre os impactos da escala 6x1 na saúde dos trabalhadores, com foco nos recortes de gênero, raça e idade. O segundo encaminhamento prevê a elaboração de uma carta aberta, assinada pelas centrais sindicais, a ser enviada à presidência do Legislativo Estadual para que os parlamentares possam manifestar sua adesão à causa.
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