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Agosto Lilás: MPT-RN apoia evento de conscientização pelo fim da violência contra a mulher

Ocasião trouxe palestras de especialistas atuantes na área de defesa dos direitos das mulheres

Natal (RN), 26/08/2025 - Em alusão ao Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher, a Seccional RN do SINDMPU, com apoio do MPT-RN e do MPF, promoveu, na manhã desta segunda-feira (25), um ciclo de palestras sobre o tema. O encontro reuniu servidoras, estagiárias e terceirizadas das duas instituições, em um momento de reflexão e orientação sobre os direitos, mecanismos de proteção e acolhimento previstos em lei.

A programação contou com palestras de três especialistas que atuam diretamente na defesa dos direitos das mulheres e com a presença da procuradora da República Maria Clara Lucena. A promotora de Justiça de Defesa da Mulher, Érica Canuto, ressaltou a urgência em ampliar o debate e transformar as leis em proteção efetiva:

“O Agosto Lilás é mais do que um mês de conscientização, é um chamado para que a sociedade se mobilize. A Lei Maria da Penha é um marco, mas ainda temos desafios para garantir que ela alcance todas as mulheres. É preciso falar sobre violência em todas as suas formas — física, psicológica, patrimonial e moral — e criar um ambiente em que as vítimas não tenham medo de denunciar. Só assim conseguiremos quebrar o ciclo de silêncio e construir relações mais justas e igualitárias.”

A procuradora do Trabalho, Christiane Alli Fernandes, coordenadora regional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador (CODEMAT) falou sobre os diferentes tipos de assédios que podem ocorrer no ambiente laboral e orientou sobre como agir diante dessas situações:

“O trabalho deve ser um espaço de proteção e não de vulnerabilidade. Muitas mulheres sofrem assédio moral, sexual ou institucional sem sequer reconhecer de imediato que estão sendo vítimas. É fundamental conhecer os diferentes tipos de assédio e entender que nenhum deles deve ser naturalizado. Caso isso aconteça, é importante buscar apoio, registrar formalmente e acionar os canais de denúncia. Garantir dignidade e igualdade para todas as trabalhadoras é uma luta que exige informação, coragem e solidariedade.”

A apresentação da psicóloga da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do RN, Elíada Rodrigues da Silva, citou os impactos da violência também sobre os filhos.

“Quando falamos em violência contra a mulher, falamos também em consequências que ultrapassam a vítima direta. Muitas vezes, os filhos crescem em lares marcados pelo medo, pela insegurança e pela falta de afeto. Isso gera marcas emocionais duradouras. Por isso, o acolhimento precisa ser integral, sensível e humano, capaz de oferecer uma escuta qualificada e construir caminhos de fortalecimento não só para a mulher, mas para toda a família. Precisamos compreender que interromper esse ciclo é também cuidar das próximas gerações”, frisou a psicóloga.

O público também participou de forma ativa, trazendo questionamentos e reflexões que enriqueceram o debate.

“Gostaria de parabenizar o SINDMPU pela realização do evento tão importante para discutir um tema que apesar de antigo, infelizmente ainda é muito atual. A violência só será enfrentada com diálogo, acolhimento e a solidariedade entre mulheres, sem julgamentos”, ressaltou Christiane Alli.

Ministério Público do Trabalho no RN

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