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MPT-RN e Amatra-RN promovem oficina sobre estereótipos, inclusão e diversidade com educador Guilherme Terreri

A oficina fez parte da disciplina de Tópicos Especiais, voltada para os alunos da Esmat21

A Associação dos Magistrados do Trabalho da 21ª Região (Amatra), em parceria com o Ministério Público do Trabalho no RN (MPT-RN), promoveu, na noite dessa segunda (11), a oficina “Estereótipos e Micro-Agressões” com o educador, crítico cultural e pesquisador Guilherme Terreri.     

O objetivo do evento foi nivelar o entendimento dos participantes sobre temas atuais, fundamentar debates e oferecer ferramentas práticas para que possam atuar em seus espaços profissionais e pessoais, promovendo mudanças significativas em relação à inclusão e ao respeito à diversidade.

“É cada vez mais urgente discutir e esclarecer como acontecem as microagressões, como elas ocorrem no serviço público e como podem ser identificadas, geridas e erradicadas”, ressalta o procurador-chefe do MPT-RN, Gleydson Gadelha.

Na palestra, que contou com a presença de estudantes, servidores e magistrados, Guilherme apresentou alguns fundamentos de análise de processos históricos e psicanalíticos para conceituar as ideias de agressão, opressão, exclusão e vulnerabilidade.

De acordo com ele, é impossível conceder qualquer noção de direito, de justiça e de reparação de dívida histórica sem que se tenha de “forma muito explícita, quais são as dinâmicas de injustiça que incidem sobre esses sujeitos e quais são as condições sociais que os produzem, tanto quanto sujeitos históricos, quanto como minorias”.

O palestrante traçou ainda um panorama sobre os processos históricos, materiais, culturais e ideológicos que fazem com que alguns grupos caiam da categoria de seres humanos para categoria de corpos minorizados. Ele lembrou, ainda, a fragilidade das conquistas recentes no Brasil, pelo fato de não existir na Constituição garantias específicas para a comunidade LGBTQIA+.  Por fim, refletiu sobre as possibilidades que estão em nosso entorno para fazer a inserção dessa população como sujeitos, como seres humanos.

“Esses encontros reafirmam o compromisso da Associação dos Magistrados com a promoção de uma sociedade mais inclusiva”, frisou o juiz do trabalho Cacio Oliveira Manoel, diretor da Amatra-RN.

 

Ministério Público do Trabalho no RN

Assessoria de Comunicação

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