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Fórum Potiguar de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos realiza 1ª reunião ordinária de 2025

Resultados do primeiro ano do plano plurianual do PARA e atuação do CIATox-RN estiveram entre as pautas da plenária

Natal (RN), 20/03/2025 – Na segunda-feira (17), ocorreu a 1ª Reunião Ordinária do Fórum Potiguar de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos, Transgênicos e em Defesa da Agroecologia (Feceagro-RN). A plenária, sediada nas instalações do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN), em Natal, reuniu representantes das instituições integrantes para discutir e apresentar informações sobre os impactos do uso de agrotóxicos no estado.

Uma das pautas abordadas foi o resultado do primeiro ano do Plano Plurianual (2023-2025) do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), divulgado em dezembro de 2024 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresentado na reunião pela nutricionista e coordenadora adjunta do Fórum, Célia Farias. O PARA monitora a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos e seu potencial risco para a saúde humana.

Segundo Célia, o relatório apontou, por exemplo, que, entre os alimentos analisados em 2023 (abacaxi, alface, alho, arroz, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva), os que apresentaram maior quantidade de resíduos de agrotóxicos no Rio Grande do Norte foram a goiaba, o pimentão e o abacaxi. Já os que não continham resíduos foram a batata-doce, a uva, o arroz, o chuchu, a cenoura e a laranja.

A análise dos alimentos é realizada por meio da coleta de amostras diretamente das prateleiras dos supermercados. No estado, as amostras são coletadas em supermercados de pelo menos três municípios participantes do programa: Natal, São Gonçalo do Amarante e Macaíba.

“É muito importante para o consumidor saber desses resultados, pois isso permite que ele diversifique sua alimentação, optando por alimentos com menor quantidade de resíduos ou substituindo-os por produtos orgânicos. E o monitoramento do PARA é essencial tendo em vista que esse risco só é conhecido por meio de análises laboratoriais, porque o alimento com resíduos de agrotóxicos não muda de aparência”, frisou a coordenadora adjunta do Fórum.

A plenária também contou com a apresentação da bióloga da Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap-RN) Cintia Higashi sobre a atuação do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte (CIATox-RN), que funciona em regime de plantão, atendendo a ocorrências relacionadas a acidentes com animais peçonhentos, exposição a produtos químicos, agrotóxicos, medicamentos, plantas, entre outros.

“Em caso de intoxicação, é fundamental consultar o serviço para ter orientações sobre a melhor conduta, muitas vezes, até para saber a qual unidade de saúde se direcionar”, explicou a bióloga.

É possível entrar em contato com o CIATox pelo telefone 0800 281 7005 ou pelo WhatsApp (84) 98883-9155.

O procurador-chefe do MPT-RN e coordenador do Fórum, Gleydson Gadelha, ressaltou a importância do Feceagro como um espaço de compartilhamento interinstitucional de informações: “A ideia é que o fórum conte com o maior número possível de órgãos, pois cada representante traz o conhecimento técnico e os dados de sua instituição para contribuir com os demais. Cada um aqui tem seus grupos, suas redes de contato e seus bancos de dados.”

Além dos citados, participaram da reunião o procurador do Trabalho Luís Fabiano Pereira e representantes da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do RN (Fetarn), da Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (SUVIGE-RN), da Subcoordenadoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador (SUVIST-RN), da Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária (SUVISA-RN), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Vigilância Sanitária do município de Macaíba (VISA-Macaíba), do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN) e do mandato da deputada Isolda Dantas.

Composição do Fórum

O Fórum é formado pela sociedade civil organizada, instituições científicas acadêmicas, órgãos e instituições governamentais que tenham como objetivo ou atribuições a proteção e promoção da saúde do trabalhador, do consumidor, da população e do ambiente no que tange aos riscos e danos decorrentes da exposição aos agrotóxicos, componentes e afins no estado. Atualmente, o MPT-RN está à frente da coordenação do colegiado.

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA/ANVISA)

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos tem como atribuição avaliar a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos, visando mitigar o risco à saúde associado à exposição a essas substâncias. Entre os principais objetivos do programa estão a promoção da saúde por meio do consumo de alimentos de qualidade e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) decorrentes da ingestão cotidiana de quantidades perigosas de agrotóxicos.

No Rio Grande do Norte, o PARA é coordenado pela Subcoordenadoria de Vigilância Sanitária, vinculada à Sesap-RN.

CIATox-RN

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Rio Grande do Norte oferece suporte integral aos profissionais de saúde, à população e às instituições por meio de informação e assistência toxicológica, com o objetivo de prevenir intoxicações e reduzir morbimortalidade.

Endereço: Av. Floriano Peixoto, n° 550, 6º andar, Petrópolis – Natal/ RN.

 

Ministério Público do Trabalho no RN

Assessoria de Comunicação

E-mail: prt21.ascom@mpt.mp.br  

Telefones: (84) 4006-2820 I (84) 99113-8454

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